O que são todos esses olhos inertes, fitando minha loucura? O que são essas paredes brancas e vazias que me cercam e me prendem? Por que esse teto preto cai sobre mim de forma voraz? Por que lá fora, e aqui dentro o ar é tão gélido? Por que não tenho ninguém para ser minha capa, meu cobertor? Para me aquecer com amor… Por que estou sentada no canto dessa parede, que me engole, inerte e sozinha, cuspindo todas essas palavras de desespero?
Por quê? Por que tanta chuva? Por que tanto para sempre nesse abismo? Por que meus lábios de tão trêmulos, sambam em meu rosto, convidando minhas lagrimas amargas para essa dança? Tantos porquês, tantas perguntas e questionamentos… E nenhuma resposta.
Sou criança ignorante, que não sabe responder as perguntas da Professora Alma.
- Eva Bastos.